A Capital Nacional do Doce e mais quatro municípios da região conquistaram na noite desta quarta-feira (30), em solenidade realizada no Salão Nobre da prefeitura, a garantia de legítima procedência de 15 doces tradicionais. Pleiteado há cinco anos, o selo foi entregue em forma de certificado pela coordenadora geral de Indicações Geográficas e Registros do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Susana Serrão, à presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, Maria Helena Jeske.
A partir de agora, o conselho regulador irá trabalhar em cada empresa sócia que seja produtora de doces. A verificação visa conferir se elas cumprem o regulamento técnico, elaborado em conjunto pela associação, profissionais de áreas como química de alimentos e nutrição, e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que contém itens como restreabilidade do produto, alvará e estrutura adequada da empresa. Passado este processo, a empresa deve comprar a pelotina da associação que já vem com o selo da procedência geográfica. De acordo com Maria Helena, a princípio o custo não irá alterar os valores do produto.
Doceira há mais de 40 anos, Emília da Silva Lavrador, 81, estava acompanhada do marido e da filha, Maria Alzira Carreira, 60, também na profissão há 15, que comemoravam o certificado. “A conquista desse selo é muito importante, porque valoriza a profissional e leva o nome da nossa cidade para todo país e para o mundo, além de reconhecimento podemos fazer investimentos maiores e melhores”.
Autoridades, Corte da 20ª Fenadoce, parceiros do projeto, como a CDL Pelotas, a prefeitura, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), além de funcionários e amigos das empresas associadas, participaram da solenidade.