Conscientizar as crianças em relação às leis e placas de trânsito é fundamental. Pensando nisso, a Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito de Pelotas e o Comando rodoviário da Brigada Militar da cidade de Rio Grande desenvolveram o projeto Escolhinha de trânsito.
A didática é simples: aprender brincando. Assim, os agentes de trânsito ensinam os pequenos de zero a 12 anos a interpretarem as diferentes sinalizações. Segundo o coordenador adjunto do Setor de Educação para o Trânsito, Attila Amaro da Silveira, o intuito é preparar as crianças para a realidade do trânsito, por meio de exercícios práticos e teóricos. “Aqui eles aprendem a respeitar o semáforo e parar na faixa de segurança”, destaca.
Durante a permanência da criança na escolhinha é distribuído um material didático com questionários sobre placas, cruzadas e sete erros relacionados ao trânsito. Além, de uma carteira de motorista infantil e uma cédula da mini multa, que possibilita que os pequenos cobrem mais atenção dos pais.
A mini multa funciona como um contrato. E, conforme o nível da infração aumenta a qualificação da recompensa também é elevada. Para uma infração leve/ média como, por exemplo, parar em cima da faixa de pedestres é paga uma cota de balas. No caso de infração grave, como estacionar em cima da calçada a recompensa é uma caixa de chicletes. E, se o papai e a mamãe cometerem infração gravíssima, o pagamente é feito por meio de chocolates. “O doce é apenas uma maneira de estimular a cobrança das crianças, que se tornam mais conscientizadas”, ressalta Silveira.
Segundo o responsável pela apresentação e elaboração do projeto em Rio Grande, Sargento Delmar de Azevedo, a criança transforma-se em mais um fiscalizador do trânsito, já que possui os conhecimentos necessários para repreender os motoristas. “Mais de 6 000 crianças já participaram da escolhinha do trânsito até ontem à noite, o que supera todas as expectativas”, analisa Azevedo.
Em meio às explicações dos significados das placas de trânsito, Leonardo Käms, 10 anos, comentou a importância do projeto e garantiu que já cobra mais atenção dos pais. “Acho bem legal porque é muito divertido e, aprendemos muitas coisas”.
Já para a mãe do pequeno Matheus, Tereza Gouvêa, o projeto tem o poder de conscientizar as crianças desde muito pequenas, o que influência diretamente nos futuros motoristas. “Eles prestam muita atenção e cobram em casa depois”, conclui.